quinta-feira, 17 de junho de 2010

O direito não é para todos?


''Menos de 300 presos provisórios vão votar nas eleições de outubro no Espírito Santo. A quantidade não chega a 5% do total de pessoas presas com processos em julgamento no Estado.

O exercício do direito ao voto desses eleitores para as eleições 2010 está regulamentado em resolução aprovada neste ano e é um direito previsto na Constituição Federal, segundo a qual somente os presos com condenação definitiva têm seus direitos políticos suspensos. ''


Na orbita do estado democrático de direito, todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. Além do que, o ser humano, goza os direitos e as liberdades sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. É isso que preconiza nossa Carta Magna. Acreditava que todos nos tínhamos direito,sobre nossos direitos!
Essa lei já deveria estar em vigor há muito tempo,por mais que uma pessoa tenha cometido tal crime,ou feito algum mal ao próximo ele não perde o seu direito como ser humano de votar,muito menos perde o seu direito de opinião.
A SOCIEDADE ME ESPANTA!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

I pray that I go to heaven to see you again


Hoje minha inspiração foi baseada nessa foto, pensei em tantas coisas, misturo tantos sentimentos, onde percebi que a vida passa muito rápida e em alguns momentos não damos a atenção devida às pessoas que vivem conosco e que nos amam tanto.

Falo da importância dos avós, principalmente aqueles que nos criam, nos ensinam as coisas principais que um ser humano deve saber, suas sabedorias de vida e ainda nos dão o amor mais puro e sincero.

A dor da perda é algo que ainda não consigo entender o porquê de existir esse sentimento, sensação de vazio, de que não tem mais volta. A pior situação é perdermos quem amamos e muitas vezes de maneiras terríveis e assim nos fecharmos em um mundo, sem que ninguém nos garanta que um dia iremos voltar. Todos falam que quando nos despedimos de alguém, devemos sempre lhes deixar coisas boas e sempre falarmos o que sentimos de coração, mas como é difícil... As vezes perdemos e quando notamos já é tarde demais.

O valor de uma avó, como essa foto demosntra vai além da vida, além de qualquer compreensão. Hoje enxergo muitas coisas de outra maneira. Na vez em que minha vó teve um infarto, parecia que meu mundo tinha desmoronado e fiquei sem saber pra onde ir, foi aí que percebi como um simples abraço, um beijo, um sorriso, um colo faz tanta falta!

Até mesmo aqueles puxões de orelha que sempre foram necessários, mas que nunca conseguiamos entender. O que sinto hoje é que muitas vezes o desperdício está no amor que não é dado, ou no caso de quem mais amamos ter que ir embora.

Acredito que um dia essa dor da perda irá passar, nos encontrando de novo ou nos curtindo até o último momento e que a lembrança seja a verdade mais viva entre nós dois.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um novo dia..




Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

segunda-feira, 31 de maio de 2010


Para onde foi o amor?

Olhando essa foto vejo tantos sentimentos misturados que é difícil de até expressar todo esse conjunto, que é o amor. A cada dia mais esta difícil de encontrá-lo, mas sei que ele ainda existe entre nos, infelizmente os meios da tecnologia deixa esse sentimento mais longe. Antigamente acho que tudo era mais puro, pois tinha o prazer da conquista, o coração acelerado quando se tinha a primeira conversa ao vivo e etc.
Hoje em dia tudo isso não podemos ter pela internet, claro que ainda sentimos algumas emoções, mas nada como antigamente onde tudo era ao vivo, onde era escrito cartas, onde palavras bonitas se diziam ao vivo, com um olhar, com uma lagrima, onde festas não era o centro das atenções e que isso não era tão divulgado como é hoje.
Sem contar que encontramos mais personagens em festas do que seres humanos de verdade, mulheres super maquiadas, com roupas super produzidas querendo apenas impressionar os homens. Homens querendo ter mais quantidade do que qualidade. Muitas vezes deixamos de viver por causa de um vicio totalmente virtual, deixamos de ler um bom livro, deixamos de sentir as emoções da vida, porque muitas vezes passamos o dia todo em msn,orkut querendo saber o que fulano fez no final de semana.
Canso de escutar o sexo masculino dizendo que é palhaçada acreditar que ainda existem pessoas boas, que ainda existe o amor, um sentimento tão bom e algo tão puro. O que realmente seria palhaçada é deixar de acreditar que um dia isso deixou de existir.
Todos nos procuramos as mesmas coisas, um carinho, uma cia, mas algumas vezes nosso egoísmo não nos permite.


Fica a dica:
AME, VIVA E SEJA FELIZ!

domingo, 30 de maio de 2010

Invisibilidade Social



Em 12/06/2010 fará 10 anos à tragédia do ‘’ Ônibus 174’’, onde foi o limite da invisibilidade social e que mesmo após todos esses anos, é triste e lamentável ver que nada mudou.
Vivemos em um mundo onde fechamos os olhos para tantas coisas, muitas vezes com medo e outras porque sabemos que se irmos contra a maioria seremos considerados loucos, ou será um esforço em vão.
Antes de eu entrar para faculdade de direito, eu tinha uma visão muito fechada sobre bandidos, psicopatas, assaltantes e etc. Para mim eles tinham que pagar pelo que faziam e ainda por cima sofrer por tudo aquilo que nos causo, exemplos básicos do dia-a-dia como, fechar a janela do carro quando uma criança vinha pedir dinheiro, virava pro lado para fingir estar fazendo algo, para que naquele momento eu não tivesse que me deparar com aquela criança me pedindo esmola. Ou em tantas vezes trocar de rua, porque vinha um homem sujo, mal vestido na minha direção, essas e outras coisas que fazemos até muitas vezes sem querer, mas que cada gesto desse gera uma grande invisibilidade social.O Sandro protagonista do assalto ao Ônibus 174, era a pessoa que chegou ao seu limite de invisibilidade social. Aos oito anos por ai, viu sua mãe sendo esfaqueada e pedindo socorro desesperadamente e ele um menor morador de favela, não tinha condições alguma de salvar a pessoa que tanto amava. Logo após toda essa tragédia, ele se tornou menino de rua, desacreditava em tudo Saiu de casa e começou a morar na rua, justificava todos seus atos dizendo que a sociedade nunca deu oportunidade a ele, e por isso ele morava na rua com seus amigos. Passando os anos, ele encontrou uma senhora que lhe acolheu em sua casa, lhe considerando como um filho, dando comida, roupas limpas, conforto, e Sandro prometeu a ela que iria começar a trabalhar e tentar mudar de vida, e o que isso resultou? Em um NÃO, qual lugar em todo nosso Brasil, que daria a um homem que morou na rua, onde era usuário de drogas e semi-analfabeto um emprego digno?NINGUEM.
Logo após tem um massacre eu diria assim, na Candelária no RJ, onde todos seus companheiros de rua morrem em um ataque de policiais, logo em seguida uma das rádios diz: ‘’Tem que matar essa cambada e deixar a cidade livre e limpa’’. È tão triste ver esses tipos de comentário gerado por pessoas que se dizem tão culta e de uma sabedoria profunda, para aturar nos rádios de todo Brasil, jornais e etc.
A vida de Sandro não tinha mais significado, ele não teria nunca oportunidade de crescer, fazendo um assalto grande, ele poderia ser visto, e de alguma maneira mesmo sendo seu fim, seria lembrado!Em todo momento do assalta ele não machucou ninguém, não matou ninguém, apenas dizia sobre a morte de seus companheiros há alguns anos atrás e falava que ia fazer tudo aquilo, pra ser visível que ele também poderia isso.E quando ele realmente decidiu desistir disso após 6 horas dentro de um ônibus, um policial do BOP foi atirar para matar Sandro e erra o tiro, matando a professora.Toda essa tragédia não seria tão grande,se vários outros erros também não tivessem acontecido,tanto da mídia,quanto dos policiais.
Após todo esse tumulto do assalto, ele foi colocado em um camburão da policia e morto sufocado dentro do carro, por cinco policiais. Não acho que esse seria o fim certo para tudo isso, mas segundo policiais teriam que ser assim.
Não quero aqui defender o Sandro, pois sei que ele realmente tem seus pontos de erros e que não são poucos, mas eu venho aqui dizer que esse é apenas um Sandro entre outros milhares de sandros que estão por ai invisivelmente escondidos de toda a sociedade que não os deixa visíveis.
Quero tentar em um texto deixar a sensibilidade de cada um aflorar e tentarmos não julgar ninguém e sim entender o que leva crianças a sair de casa, o que leva bandidos a não sair do crime pelo dinheiro que vem tão fácil que ao contrario a sociedade não lhes da nem 1%, e junto o porquê nossa sociedade nunca vai mudar.
Por fim, peço que quando tiverem um tempo livre do seu dia, olhem o documentário Ônibus 174 e tirem suas próprias conclusões, como eu tirei.
Um abraço a todos!